Sopro

Mas a vida assim segue
No olho de um furacão
Ante o olho do precipício.

O caos da ventania
Um submundo escuro.

E assim é todas as coisas
Sem o dogma da certeza
Com bordas e barreiras-crostas
Daquilo que é incerto.

Agora veja que é
Por isso que se pensa
Que se fala
Que se ama e renasce
E depois morre por ter amado
O que nada era e
Que se odeia.
Que assim seja.

Porque nesse caminho me iludo
E dou-me ao luxo de iludir-me
Sabendo que tudo é incerto
E após uns vãs bucados
Serei pó.