Diário - 23 de Julho

Chorei agora como jamais havia chorado antes. Com o travesseiro colado no rosto, sufocando os gemidos e soluços na tentativa dos vizinhos não ouvirem. Um choro de ficar com vergonha só em pensar na possibilidade de alguém perceber (Embora estivesse só em casa). Um choro pra tentar aliviar por um segundo, que seja, a dor.

O alívio temporário depois do derrame de lágrimas me fizeram lembrar que fazem apenas sete dias. Sete dias do último contato. Me fez lembrar também de cenas em interestelar. O protagonista, em missão, viaja pro espaço e entra na órbita de um planeta em que os anos passam em segundos. É isso. Eu devo tá em outro planeta, outra realidade. Não é possível que só fazem sete dias, ou uma semana, um mês... Não é. Impressionante como o tormento faz os segundos tornarem-se uma eternidade. É uma ausência que dói na alma.

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