Ano Novo II
O ano começou velho.
As ruas se lotam tanto de alegria
Que quase engolem o suspiro que sai da janela.
Os pássaros passam ao longe
E o dia raiou como sempre raia
Com o mesmo amarelo de recomeço,
Queimando a ressaca dos homens alegres.
Estranho que o gozo acabou
O som diminuiu
E o galo no quintal bateu asas
E cantou triste.
Mas e o motivo daquela alegria?
O ano começou tão velho...
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