Atravessado Poema

Podes jorrar veneno
Jogar-me mil pragas
E desejar-me absurdos
Mas pra prisão eu não volto.

Podes fazer a janta
E dar-me o sonífero suco
E colocar-me no mais absoluto escuro
Mas te afirmo certamento: não durmirei.

Hei de não sucumbir
Hei de pestanejar
E de não não desistir...

A resistência que habita
Em meu eu haverá de ser
Mais importante que qualquer
Tentativa de fazer
Poesia.

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