Calma Que Há

Deseganou-se? Mas já?
Calma que há.
Calma que o dia nasceu,
O café ainda tá frio,
E a mulher não acordou.
Calma que há.

Então levanta, coragem!
Por que já? Calma que ainda há!
Observe o dia lindo que entra,
E o quente que brota,
Na janela que prosa com o sol;
Fite que linda a mulher que acorda...

Notou as pedras? Que lindo!
Se dê o prêmio:
Corra, pule,
Caia, beije,
Morra (De amores)...
Olhos fechados ao objeto,
Admire o dia que se vai.

Agora jaz.
Mas coragem, amanhã é!
O dia e a mulher nascerão de outra forma,
O café possuirá outro aroma;
Há de surgir, novas, outras pedras...

Calma que sempre,
Sempre, há.
Sempre haverá de ter.

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