Poema do Sentido da Existência
E é o que nos basta.
Se teus olhos brilham
E teu corpo morto se mexe,
É o que basta.
Se teus olhos brilham
E teu corpo morto se mexe,
É o que basta.
Se tu, enfermiço, lembras;
Se tu, condenado, tocas;
Se tu, auto-odiado, procuras
Em si aquilo que basta, e voa por entre
Galáxias, a causa do devaneio doce
É aquilo que te basta.
Se tu, condenado, tocas;
Se tu, auto-odiado, procuras
Em si aquilo que basta, e voa por entre
Galáxias, a causa do devaneio doce
É aquilo que te basta.
E, por ser o pássaro que és,
Não esqueça de voar
E se perder, e se achar,
E mais uma vez se perder -
Num poema do Gullar,
Numa confusão do Drummond -
Não esquecendo o que te basta,
Sendo ele culpa de todas as tuas
Penitências, o jaz seco abaixo de
Teus olhos vermelhiços...
Não esqueça de voar
E se perder, e se achar,
E mais uma vez se perder -
Num poema do Gullar,
Numa confusão do Drummond -
Não esquecendo o que te basta,
Sendo ele culpa de todas as tuas
Penitências, o jaz seco abaixo de
Teus olhos vermelhiços...
E então volte, limpo, pro que te basta.
Sem devaneios.
Sem tristezas.
Sem janelas fechadas e limitações bruscas.
E é só o que nos basta.
Sem devaneios.
Sem tristezas.
Sem janelas fechadas e limitações bruscas.
E é só o que nos basta.