Elegia ao Duro Presente

E dentro dos quatro cantos me deito
Por sentir o que se sente na doce partida;
Sem o doce momento, é a triste assincronia
Que acomete os que lhe é escravo.

E nos pensamentos, que revoam sobre o Tártaro,
Me elucido de indagações...

Não tem mais sentido;
É tudo delírio;
Não existe razão para quem não
Está presente na realidade.

E por vivê-la, posto que é de direito, digo:
- Nunca poderá tu me dizer que o que eu sinto não é saudade!

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